Mostrando postagens com marcador Metalinguística. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Metalinguística. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Campanha do Agasalho
ou
A Roupa Invisível do Rei



Palavras são roupas.
 Veste-as, o pensamento,
 Quando sai de casa.

E há tantas roupas
 Espalhadas pelo mundo
 Que chega a ser estranho
 Haver cada vez mais;
 E cada vez menos haver
 Gente bem vestida!

De que adianta
 Vestir-se por fora
 E permanecer nú
 E com frio
 E sozinho
 E esquecido
 Por dentro?

Cedo ou tarde
 Todas as palavras
 Saem de casa
 E ganham as ruas...

E todos saberão onde moramos
 E todos ouvirão como nos vestimos!


01/06/2012

sexta-feira, 25 de maio de 2012

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Bloom!

"Pessoal precisamos ser um pouco mais sinceros e francos"
Eduardo Ferreira de Faria
no Orkut -
Comunidade: Eu escrevo Poesia


Quantos confetes jogados
Lembra a seda já rasgada
No recanto dos letrados:
Muita critica furada!

É parabéns para cá;
E muito bom para lá;
Imagem? nem jararaca!
Só muito mais tra-lá-lá!

Sinto, mas verdade fere
Qual amor de pais a filhos:
Se na linha não confere
Rápido se põe aos trilhos:

Falta um "cadim" mais de amor,
"Tantim" de dedicação,
Ousadia e mais primor
E muito mais correção!

Papel é coisa insensata:
Nele, que se faz dinheiro,
Põe-se letra um tanto ingrata
E usa-se até no banheiro!

23/05/2012

terça-feira, 3 de abril de 2012

Seção Quadras Singulares:
VIII, IX e X: Essência da Algebra Barroca
Aplicada na Língua Portuguesa



Somar não mais em dá nem,
Assim em mais um dá num.
Temos num algo ou alguém
E no outro nem algo algum!

Pois, nem mais num nenhum
Igual num mais nem ninguém.
Como pode que com num
Se não pode que com nem?

Eis: que mais em não é quem
Bem como que mais um qum!
Logo, inexiste que nem
Já desgastado e comum!

03/04/2012

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

sábado, 3 de dezembro de 2011

Sobre Mulheres e Jóias
...E Outras Coisas Indistintas



"Ama a tua arte sobre todas as coisas e tem a coragem,
que eu não tive, de morrer de fome para não prostituir o teu talento!" 
Olavo Bilac
RIO, João do O Momento literário. Rio de Janeiro: Garnier, 1904



 Flerto com qualquer estilo,
Deito-me com todas lavras:
Ora vadio ou pupilo
Beijo a boca das palavras.

E elas respondem iguais
Revelando-me segredos;
Sussurram-me, musicais,
Despindo-se de seus medos.

Toco seus corpos perfeitos
E extraio sons de prazer...
Sinto pulsar em meu peito
Além do que podem ver...

E oferto-lhes meu abraço
Feito um dedicado amante:
Aqueço-as em meu regaço
Tornando-as um diamante.

Do que sobra e que me resta
Encantadas faces crio:
Aparo, lustro as arestas,
Contemplo-as e lhes sorrio.

Cada qual à luz retorna
A luz que lhe for lançada.
Mas revela-se o que a adorna
Quando bem iluminada.

Cada pedra lapidada
Com esmero e perfeição
Revela amor, pela amada,
Do seu hábil artesão.

Passam dias, neles horas...
Prontas, lanço-as para o mundo:
"-Vão meninas! -Vão embora!
Espalhem meu eu profundo!"



outono/primavera 2011

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Mosaico



Metade em mim é energia,
Outra metade a elabora.
Quando aquela contagia,
Esta diz que está na hora:

Metade de mim é prosa;
Outra metade: poesia.
A primeira primorosa
E a outra põe sua magia.

Metade de mim descreve;
Outra metade só canta.
A primeira busca a verve
A segunda o que lhe encanta.

Metade de mim, um lago,
O outro extremo, flamejante:
Nesta margem vive um mago
E naquela sua amante.

O mago congela o fogo;
Incandesce a amante o leito,
E, nele, ela expõe seu jogo
Para aquele e seus efeitos.

Traz o mago em sua mente
Milenar invocação;
Sua amante tão ardente
Contribui com coração.

Pés perdidos trançam nús,
Embalados por canções...
Sussurando ela o seduz;
Seduzido faz poções...

Tudo vale quando juntos:
Cada parte se completa
Formando único conjunto
Sendo este a alma do poeta.

E assim sempre em harmonia,
Ora perto ora distante
A minha prosa e poesia:
O meu mago e sua amante.


16/11/2011

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Eterna Brincadeira




À Cairo Pereira


é brincando com palavras
que um velho grisalho,
prestes a morrer,
encontra um atalho
a voltar, e ser
aquele garoto
dos olhos castanhos,
cabelos marotos
e um olhar estranho,
ao brincar com as palavras.

e brincando com palavras
seu jeito tranqüilo
- eterno de ser -
torna tudo aquilo
um grande prazer
e nele seus sonhos
só ganham mais cores;
momentos medonhos:
menos dissabores,
ao brincar com as palavras.

e ao brincar com as palavras
altera-se o mundo:
heróis e princesas
ou dragões oriundos
de outras naturezas...
seres que não são
nem nunca seriam
vidas ganharão,
contos virariam,
ao brincar com as palavras.

e brincando com palavras
através da pena
torna-se possível
a idéia mais serena
ser a mais incrível...
e as mãos já não tremem,
e, quando com sorte,
as dores não gemem.
assim se adia a morte:
brincando com as palavras.


20/10/2011

sábado, 15 de outubro de 2011

BLÁ




blá-blá-blá...
blá-blá-blá, blá,blá-blá,blá-blá-blá...
blá-blá-blá.blá-blá-blá....
bla... blá-blá-blá!
blá-blá!
blá!

blá-blá-blá
blá-blá-blá, blá-blá-blá,blá-blá-blá
blá-blá-blá,blá-blá-blá....
bla... blá-blá-blá!
blá-blá!

blá!
blá-blá-blá
blá-blá-blá, blá-blá-blá,blá-blá-blá
blá-blá-blá,blá-blá-blá....
bla... blá-blá-blá!
blá-blá!
blá!

blá!/blá!/blá!
bla. bla!



sine die

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Cantiga à Moda Antiga


À Daniela Versieux

I


A poesia não destingue:
Dá-se bem com qualquer tema,
Seja ele coisa simples,
Seja ele um dilema.

Pode ser sobre o amor,
Viagens ou natureza,
Sobre a ira ou inveja,
Até sobre a beleza.

O tema é o caminho
Escolhido a trilhar.
Saber por onde se vai
Ajuda a começar.


II


O molde é um forma
De estruturar a estética.
Definindo-se em um corpo
Onde vai sua poética!

Há quadras e redondilhas,
Odes, trovas e haikais,
Poesias, poemas, baladas,
Sonetos e outros mais.

Escolha o que lhe agrada
E entenda como é feito,
Pois quem escreve poesias
As escreve com efeito!


III


Se esta arte tiver uma alma,
Nas palavras ela mora.
Escolha-as com cuidado,
 Muita calma e sem demora.

As palavras são curingas,
Lembra bem um carteado:
Dependendo da junção
Mudam de significado!

Quando assim se comportam
De metáforas as chamamos:
Palavras criam imagens
Ou mesmo os sons que cantamos.


IV


Quem sustenta a armação
É conhecido por verso,
Assim é a gravidade
Sustentando o universo.

A cria pode ser livre
Ou mesmo metrificada.
Quem escolhe é você
Durante a empreitada.

Pode ter a extensão
Que você determinar.
Seja sábio ao quebrá-lo
E prudente ao parar!


V


Outrora como irmãs,
Hoje andam separadas?
Cadência e poesia
Já andaram de mãos dadas:

Palavras perfeitas pulam
Às mãos macias do autor
Como cristal colorido
Reflete seu resplendor.

Muitos recursos dão ritmos.
Outros... não. São bem mais fortes:
São as pausas do versado.
Experimente esses cortes.


VI


Há rimas pobres e ricas,
Com palavras cruzadas,
Masculinas ou inversas,
Toantes ou coroadas...

A rima impõe um ritmo
Além do já existente.
Palavra imagem som:
Efeito polivalente!

Há quem rime no final
O que é o mais comum.
Mas O Corvo do Edgar
Não é para qualquer um!


VII


Tudo isso que foi posto
Na verdade não é nada:
Há muito mais a ser visto
Sobre esta arte mui versada.

O básico já foi dito,
Até exemplificado!
Cabe agora ao leitor
Buscar o significado.

Mas de nada adianta
O esforço desmedido.
Se o leitor ao ler não busca
Pelo prazer escondido.


VIII

Diz o célebre ditado:
O aluno quando pronto,
Esteja onde estiver,
Vai o mestre ao seu encontro.


Eu 'inda espero o meu
E ele pode demorar...
Enquanto ele não vem
Aproveito p'ra treinar!

Ao unir os elementos
Encerro esta canção.
O todo se fez presente
Em cada composição!



20/09/2011

quinta-feira, 10 de março de 2011

Metafísica de mim ou Ato de Escrever



Esteriorizar os tormentos da alma,
Torná-los vísíveis (ainda que não!).
Tranpor o universo na palma
E em letras o que vai no coração.
Fazer da Ira mãe gentil da Calma
E a Mente severo pai da Razão.


sine die

Sobre os versos que componho



Sobre os versos que componho
Muitos pouco têm de mim.
A mor parte vem de um sonho
Que eu os colhia num jardim:
A tristeza florescia
Feito folhas de capim
E, por mais que eu as colhia,
Parecia-me não ter fim.


sine die